O deputado estadual Carlos Lula (PSB) participou nesta terça-feira (23) da Reunião Ampliada da Rede de Agroecologia do Maranhão (RAMA), em São Luís, e foi escolhido pela entidade para receber e assinar a pré-proposta de demandas prioritárias da rede para as eleições de 2026. A escolha levou em conta o histórico parlamentar do deputado em defesa da agroecologia, dos territórios tradicionais e da justiça socioambiental.
A proposta entregue pela RAMA organiza reivindicações em quatro eixos: regularização fundiária e reforma agrária; produção e comercialização agroecológica; salvaguarda dos povos do campo, das águas e das florestas; e educação e pesquisa para os territórios. O encontro reuniu representantes de 14 organizações da sociedade civil, movimentos sociais, comunidades tradicionais e agricultores familiares.
O coordenador político da RAMA, Fábio Pacheco, explicou os critérios da escolha. “Não foi à toa que chamamos essas candidaturas. Elas têm um perfil em que acreditamos, candidaturas que irão fazer a diferença para a construção de um Maranhão mais agroecológico”, afirmou.
A integrante do MST Katia Gomes destacou o caráter coletivo da proposta documentada e entregue a Carlos Lula. “Nessa carta colocamos nossas necessidades para que os candidatos possam construir com a gente”, revelou.
A atuação de Carlos Lula que motivou o convite da RAMA vai além dos discursos na tribuna. O deputado e autor de cinco leis aprovadas na Assembleia Legislativa do Maranhão diretamente relacionadas às pautas da rede: a Lei 12.379/2024, que reconhece as Quebradeiras de Coco Babaçu como Patrimônio Imaterial do estado; a Lei 12.301/2024, que institui a Política Estadual de Enfrentamento das Mudanças Climáticas; a Lei 12.520/2025, que assegura vagas de trabalho para mulheres vítimas de violência; a Lei 12.692/2025, que cria a Política de Proteção das Mulheres; e a Lei 12.812/2026, que institui o monitoramento de metais pesados em ambientes marinhos e em peixes comercializados no estado.
Também tramita na Assembleia o PL 44/2026, de autoria do deputado, que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos no Maranhão, projeto diretamente estimulado pelas denúncias da RAMA sobre ataques à comunidades rurais e quilombolas.
Carlos Lula reconheceu as dificuldades do ambiente parlamentar. “Mesmo com toda a dificuldade de trabalhar num parlamento dominado por setores contrários a essas causas, conseguimos avançar. E isso só acontece porque o nosso mandato pensa em uma política feita para as pessoas”, pontuou.
Além de Carlos Lula, participaram do encontro a pré-candidata ao Senado Antônia Cariongo, os pré-candidatos ao Governo do Maranhão, Saulo Arcangeli e Felipe Camarão, e os pré-candidatos a deputado estadual Júlio Mendonça e Paulo Romão.

