Deputado Carlos Lula

Servidor em hemodiálise é exonerado; Carlos Lula denuncia caso

A exoneração de um servidor público em tratamento de hemodiálise, no Maranhão, trouxe à tona um debate sobre direitos, dignidade e proteção ao trabalhador em situação de saúde grave. O caso foi denunciado nesta quinta-feira (16) pelo deputado estadual Carlos Lula (PSB), na tribuna da Assembleia Legislativa.

Segundo o parlamentar, o servidor Sebastião Cardoso Júnior, que atua no Governo do Estado desde 2015, enfrenta insuficiência renal e depende de sessões de hemodiálise três vezes por semana para sobreviver. Mesmo com a condição de saúde conhecida e após a concessão de licença médica, ele foi exonerado.

“Não tem como suavizar isso. Não tem como embrulhar isso em linguagem administrativa. Isso foi uma maldade”, afirmou Carlos Lula.

De acordo com o deputado, o servidor classificou a decisão como covarde e já acionou a Justiça para tentar reverter a exoneração.

Ao comentar o caso, Carlos Lula questionou a decisão administrativa e destacou os impactos humanos da medida.

“O que passa na cabeça de quem assina um ato como esse? Será que não pensou na família? Aparentemente, não”, disse.

O parlamentar também apontou que o episódio não seria isolado. Ele relembrou um caso ocorrido em 2025, quando um jornalista da Rádio Timbira foi exonerado dias antes de realizar uma cirurgia, perdendo o plano de saúde e tendo que arcar com os custos do procedimento.

Ao longo do pronunciamento, Carlos Lula reforçou que o acesso à saúde é um direito fundamental e não pode ser tratado como concessão administrativa.

“O Estado que nega proteção a quem está doente não merece ser chamado de Estado”, declarou.

Para o deputado, o caso expõe uma situação que ultrapassa o Maranhão e evidencia a necessidade de garantir segurança jurídica e proteção a trabalhadores em tratamento de saúde em todo o país.

Ao final, Carlos Lula cobrou esclarecimentos públicos sobre a decisão.

“O governador deve uma explicação ao Sebastião, às famílias dos servidores e ao Maranhão. E se não vier explicar, nós continuaremos cobrando”, concluiu.

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