O atraso no pagamento de profissionais terceirizados da rede estadual de saúde do Maranhão ganhou repercussão política nesta semana. Em discurso na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Carlos Lula (PSB) denunciou que os trabalhadores seguem sem receber salários, mesmo com o mês de fevereiro em andamento, e classificou a situação como grave violação de direitos trabalhistas e risco à continuidade dos serviços públicos de saúde.
De acordo com denúncias recebidas pelo parlamentar, há relatos de médicos, fisioterapeutas e outros profissionais com até três meses de remuneração em atraso. “Salário é direito, não é favor. O Estado não pode exigir trabalho e falhar no pagamento”, afirmou.
A denúncia amplia o debate sobre a gestão financeira da saúde pública no Maranhão e levanta questionamentos sobre a regularidade dos contratos com empresas terceirizadas que atuam na rede estadual. Segundo Lula, além da Secretaria de Estado da Saúde (SES), outros órgãos estaduais também enfrentariam atrasos, incluindo unidades vinculadas à administração pública indireta.
O deputado criticou a justificativa apresentada pelo secretário de Saúde, que teria atribuído os atrasos a gestões anteriores. “Não é aceitável que, após quatro anos de governo, se transfira a terceiros a responsabilidade por salários não pagos”, declarou.
A situação também envolve a existência de bloqueios judiciais relacionados a débitos da pasta, o que, segundo o parlamentar, evidencia falhas de planejamento e gestão orçamentária. Os atrasos recorrentes nos pagamentos dos profissionais da saúde podem comprometer a prestação de serviços essenciais, especialmente em hospitais regionais e unidades de média e alta complexidade.
Carlos Lula finalizou pedindo a regularização imediata dos pagamentos e maior transparência na condução da política de saúde no estado. “Não se trata de disputa política. Trata-se de respeito aos trabalhadores e de garantia do direito à saúde da população”, concluiu.
